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As páginas Web do clube também complementam informações sobre o Rancho Verde Gaio, relembrando: "O nosso rancho foi o pioneiro a se apresentar na TV Tupi, TV Excelsior e TV Cultura. Também fez história em memoráveis festivais, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, organizado pelo programa Caravela da Saudade, com a participação de todos os grupos existentes na época.

"O Rancho Folclórico Verde Gaio destacava-se, e fazendo jus à sua fama, era ovacionado pelo público que superlotava o ginásio. O Rancho foi e é um exemplo a ser seguido por outros, sendo agraciado com muitos troféus, em vários festivais em que participou ao longo dos anos".

O escrínio, pequeno cofre de aço com as relíquias do clube
Foto: Centro Português

Sobre o salão de festas inaugurado em 1985, o clube destaca: "A partir de então, são o ponto alto deste salão as festas tradicionais portuguesas, onde são servidas comidas típicas (sardinha assada, chouriço, alheiras, salpicão, caldo verde, pastéis de nata, etc.) e apresentação de vários Ranchos Folclóricos.

Dentre essas festas destaca-se a "Festa da Cereja", realizada em junho com cerejas importadas de Portugal, e orgulho de ter sido o Centro Português de Santos a primeira entidade da Baixada Santista a realizá-la. Outras festas típicas relembram as tradições de Portugal e entre elas temos: Festa das Vindimas, com ornamentação de parreiras e representação da colheita da uva; Magusto, com suas tradicionais castanhas e vinho português; São Martinho, a prova do vinho, quando são colocados barris e os convidados se servem nas tradicionais canecas da casa; Pousada da Saudade, realizada mensalmente quando são convidados outros ranchos quer brasileiros, quer portugueses, para um maior entrelaçamento da cultura e da arte popular portuguesa.

"O Salão Alberto Ferreira dos Santos veio acrescentar mais um espaço para acolher no seu seio maior número de público para prestigiar e assistir as inesquecíveis apresentações de grandes nomes do cenário artístico luso-brasileiro: Carlos do Carmo, Roberto Leal, Adélia Pedrosa, Tuna Acadêmica da Universidade Lusíada do Porto, entre muitos outros".

Salão Cerejeira é usado como sala de reuniões
Foto: Centro Português

Ainda nas páginas eletrônicas do clube, referências ao Salão Cerejeira: "A sala fronteiriça do belo edifício do Centro Português, com janelas neomanuelinas que dão para a rua Amador Bueno, servia, no começo do século como bar e sala de jogos. Nesta sala do andar superior havia mesas de bilhar e carteado. Com a aquisição do prédio vizinho, à Rua Amador Bueno 190, passaram os jogos para este novo local, surgindo assim o Salão das Damas, que servia para as conversas informais, durante os bailes no Salão Camoniano.

"Este salão, perfeitamente integrado à atividade da casa, passou a denominar-se Salão Cardeal Cerejeira, em homenagem ao digníssimo Cardeal Patriarca de Lisboa, quando em visita ao Centro Português, em 15 de setembro de 1946. É tradição desta Sala ser o primeiro local de acolhimento a visitantes ilustres, assim como sala de exposições de arte: pintura, fotografia, jóias etc."

O Salão Cerejeira passou por várias reformas até ser transformado em Sala de Reuniões, quando foi inaugurada a galena dos presidentes. Nele há um piano de cauda, relíquia da casa: um Steinmay & Sans de 1876: "Em tempos áureos, ao iniciar uma festa havia sempre um prelúdio musical ao piano, que tanto agradava os convidados".

"Sob a mesa de reuniões existe um precioso escrínio vindo de Portugal, em 1947, a pedido da diretoria da época e doado por Carlos Herdade. Este escrínio contém terra extraída do Castelo de Guimarães - berço da nacionalidade portuguesa - e pedras do Promontório de Sagres (de onde o Infante D. Henrique vislumbrou com o auxílio da ciência da época as terras ainda ignoradas e donde partiram as primeiras naves, rumo aos descobrimentos). Junto estão Os Lusíadas, bíblia dos argonautas portugueses onde se cantam os feitos do povo predestinado a dar o nome à História da Humanidade, gravando-lhe página soberba de amor e heroísmo".

Painéis do teto do Salão Camoniano:
Esquerda: Visita do Samorim à Nau Capitania (canto VII, estância LXXV)
Direita: Visita do rei de Melinde ao Gama (canto II, estância CI)
Fotos: Centro Português

Uma página Web dedicada à entidade conta ainda:

"1896 - O Rei D. Carlos I de Portugal, transforma-o em Real Centro Português. Em 21 de janeiro o Rei de Portugal Dom Carlos I agraciou a instituição com o honroso direito de usar a denominação Real antecedendo seu nome, passando a chamar-se Real Centro Português de Santos, em agradecimento aos benéficos serviços prestados à Pátria Mãe pela Colônia Portuguesa de Santos. O Rei D. Carlos I foi homenageado tornando-se Presidente Honorário do Real Centro Português.

"1945 - Votada a supressão do título dado por D. Carlos I. O Decreto-Lei nº 383 de 1945 exigia que uma associação estrangeira não poderia ter sócios brasileiros como ocorria com o Real Centro Português. Em três Assembléias Gerais, presididas por José Antônio Prior, os sócios discutiam sobre a alteração dos estatutos e a mudança do título dado por D. Carlos I. Na Assembléia Geral de 3 de junho de 1945, 113 sócios decidiram pela supressão do título "Real" e pelo novo estatuto que nacionalizava a instituição, mas 55 foram contra.

Apesar da decisão soberana da Assembléia Geral, o presidente Joaquim Moreira, que ocupava o cargo a 20 anos consecutivos, discordou de tal decisão renunciando ao cargo com mais 6 diretores, movendo em seguida uma ação judicial juntamente com Acácio Augusto de Almeida e José Antônio Prior, presidente da Assembléia Geral. Manuel Souza Peres, novo presidente eleito, convenceu-os a desistirem da ação judicial, com o propósito de contribuírem para uma maior união dos portugueses de Santos."

Painéis do teto do Salão Camoniano:
Esquerda: Conselho dos Deuses (canto I, estância XXXIII)
Direita: Ilha de Vênus (canto IX, estância LXXXIV)
Fotos: Centro Português

A mesma página eletrônica acrescenta:

"1913 - Inauguração do Salão Nobre: o Salão Camoniano. Em 1º de dezembro de 1913, após a conclusão do edifício, realizou-se com grande júbilo a inauguração do Salão Nobre. Para este grande evento, o Real Centro Português cobriu-se de luzes e beleza, ostentava na sua fachada azul e branco a coroa real sobre a esfera armilar, adornado de pequenas palmeiras.
Painel Gruta de Camões em Macau (canto I, estância X)
Foto: Centro Português

"O Salão Nobre foi concluído graças ao empenho do benemérito Antônio Pereira de Carvalho que custeou toda a decoração artística, que foi iniciada no ano de 1909 pelos espanhóis Antônio Fernandez e João Bernils. O Salão possui obras de arte e uma decoração característica em combinação com o estilo neomanuelino do edifício. Nas paredes foram executadas pinturas de imitação a damasco, adornadas com ricos medalhões da nobreza e com das cidades e vilas mais importantes de Portugal. As janelas realçadas com cortinas em azul forte, tendo em suas sanefas o símbolo social bordado em branco e sob estas, filó branco bordado.

"As pinturas a óleo no teto representam episódios de Os Lusíadas, extraídos de estâncias de diferentes cantos do poema, originando assim o atual nome: Salão Camoniano Para a grande noite de inauguração o salão foi decorado com festões e flores, pratarias e cristais, a cargo das senhoras pertencentes ao Grêmio das Camélias.

"Criação do Grêmio das Camélias. No dia 3 de março de 1913, foi formada a primeira diretoria do Grêmio das Camélias, à proposta de Antônio Monteiro Morgado. O grêmio era composto por esposas e filhas de associados do Real Centro Português, que elevaram o nome da entidade, com seus Chás Dançantes, saraus literários, concertos ao piano e famosos bailes, como Baile Azul e Baile de Carnaval. O grêmio persistiu até o ano de 1915, graças ao empenho de mulheres desbravadoras, sendo que as atividades só foram retomadas em 1994 com a formação do atual departamento feminino."

 

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